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Reboot de S.O.S. Malibu (Baywatch) escala Stephen Amell como Hobie Buchannon — e a Fox já está apostando alto
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Reboot de S.O.S. Malibu (Baywatch) escala Stephen Amell como Hobie Buchannon — e a Fox já está apostando alto

16 de fev. de 2026
10 min de leitura
13 visualizações
Por Davi Manoel

O maiô vermelho está prestes a sair do “modo nostalgia” e voltar oficialmente ao modo franquia. O reboot de Baywatch / S.O.S. Malibu finalmente definiu seu protagonista: Stephen Amell, o eterno Oliver Queen de Arrow, vai liderar a nova versão da série — só que, desta vez, não como um “novo Mitch”, e sim como Hobie Buchannon, o filho do salva-vidas mais famoso da TV. Sim: o “Hobie” que muita gente lembra como o garoto da série agora cresce, assume o apito… e vira o centro do drama familiar e das missões na areia.

A escalação foi divulgada no Brasil pelo Notícias da TV (e já veio com sinopse e detalhes de bastidores), com confirmação e mais contexto em sites de cultura pop como o Omelete e em veículos tradicionais como O Globo — sinal clássico de que a engrenagem de marketing do reboot já começou a girar. Fontes: Notícias da TV, Omelete, O Globo.

Agora a pergunta que interessa (além de “quantas cenas de corrida em câmera lenta por episódio?”): por que Hobie, por que Amell, e por que esse reboot pode ser mais esperto do que parece?

O “novo” Baywatch: Fox encomenda 12 episódios e escolhe um herói de ação como âncora

O reboot já nasce com moral corporativa: a Fox encomendou uma temporada de 12 episódios antes mesmo de o elenco completo estar fechado — uma decisão que, no mundo atual de TV, parece quase um item lendário, tipo encontrar uma VHS original da Globo com abertura intacta. Segundo o Notícias da TV, a emissora está apostando na força da marca para justificar o investimento e acelerar a produção. Fonte: Notícias da TV.

Já o Omelete adiciona tempero técnico: a encomenda direta de 12 episódios teria vindo em setembro, após desenvolvimento desde o início de 2024, e a série deve filmar na primavera do hemisfério norte, em Venice e nos estúdios da Fox em Los Angeles. Também aponta a coprodução entre Fox Entertainment e Fremantle, com um time de produtores executivos e McG dirigindo o piloto. Fonte: Omelete.

Isso tudo importa porque indica o tom: não é um “revival de catálogo” feito no improviso — é projeto de rede grande, com estrutura e objetivo claro de virar evento.

Por que Stephen Amell encaixa tão bem aqui?

Se existe um ator que entende a matemática de “ser protagonista + físico em dia + cenas de ação + carisma de herói”, é o Amell. Em Arrow, ele carregou anos de coreografias, stunts e o peso de liderar uma série com fandom militante (e exigente). Essa energia de “cara que corre na direção do perigo” é, literalmente, o pitch do showrunner Matt Nix, que elogiou o ator por trazer “coração, intensidade e energia de herói”. Fonte: Notícias da TV.

E vamos ser honestos: Baywatch sempre foi sobre heroísmo pop — só que embalado em sol, sirene e (muita) estética.

Hobie Buchannon adulto: a virada de “filho do Mitch” para capitão dos salva-vidas

A escolha mais interessante do reboot é a troca de foco: em vez de recontar Mitch Buchannon do zero, a série coloca Hobie como protagonista.

Na série original, Hobie foi interpretado por Brandon Call na primeira temporada e depois por Jeremy Jackson. Agora, ele aparece como capitão da equipe de salva-vidas, seguindo os passos do pai. Fonte: Notícias da TV.

Só que o reboot adiciona um gancho bem “novela premium com adrenalina”: Hobie tem sua vida virada do avesso quando Charlie, uma filha que ele não sabia que existia, aparece querendo se tornar salva-vidas e manter o legado da família Buchannon. Fonte: Notícias da TV.

O que esse gancho diz sobre o tom do reboot

Esse detalhe da filha surpresa não é só drama gratuito (ok, é um pouco). Ele reposiciona Baywatch como:

  • série de legado (gerações, tradição, nome de família)
  • drama de personagem (paternidade, responsabilidade, passado “não resolvido”)
  • ação procedural (resgates e emergências por episódio)

Em outras palavras: dá para ser menos “pôster” e mais “história” — sem perder o DNA de entretenimento fácil.

Teste aberto de elenco: a Fox quer novos rostos (e “traje de praia, mas sem exageros”)

Um detalhe delicioso (e meio raro) revelado pelo Notícias da TV: o restante do elenco seria escolhido via teste aberto em Los Angeles, aceitando tanto atores quanto novatos — estratégia incomum para uma produção de grande rede. Fonte: Notícias da TV.

E tem um subtexto claríssimo no pedido do casting: a chamada pede trajes apropriados para a praia, mas “nada revelador demais” — uma piscadela (quase um pedido de desculpas histórico) ao imaginário dos maiôs vermelhos cavados que marcaram a série original. Fonte: Notícias da TV.

Tradução do “corporativês”: modernizar sem fingir que o passado não existiu

Baywatch é uma franquia com um “arquivo” cultural muito específico: ela foi gigante, mas também foi (muitas vezes) reduzida a “gente sarada correndo em câmera lenta”. O reboot parece tentar um equilíbrio:

  • manter uniformes icônicos e a fantasia pop da praia (o Omelete cita o retorno dos uniformes vermelhos característicos)
    Fonte: Omelete
  • diminuir o componente “provocação pela provocação”
  • aumentar o “heroísmo + relacionamento complicado + resgate cheio de adrenalina” (descrição citada pelo Omelete)
    Fonte: Omelete

A franquia Baywatch: por que esse nome ainda pesa em 2026?

Porque Baywatch não foi só “uma série”. Foi um fenômeno global e uma máquina de cultura pop.

O Notícias da TV relembra um pedaço do panteão de rostos que passaram pelo elenco e viraram ícones ou pelo menos memoráveis no imaginário coletivo: Pamela Anderson, Carmen Electra, Yasmine Bleeth (sim, a crush “canônica” do Joey em Friends), além de Jason Momoa e outros. Fonte: Notícias da TV.

O Globo destaca também que a franquia gerou expansões, incluindo o spin-off Baywatch Nights e o filme de 2017 com Dwayne Johnson e Zac Efron. Fonte: O Globo.

O reboot aprende com o “manual de reboots” atual

Reboots que funcionam hoje costumam seguir uma fórmula (com variações):

  1. respeitar a marca
  2. criar um ponto de entrada novo
  3. plantar cameos/legado sem depender deles
  4. atualizar valores e linguagem

Escolher Hobie (e não Mitch) é exatamente isso: você reconhece o sobrenome Buchannon sem ficar preso a recontar a mesma história.

Teorias e apostas de fã: o que pode (e deve) aparecer nessa nova fase

Aqui é o território do “ok, não confirmaram, mas a gente sabe como Hollywood pensa”.

Mitch Buchannon vai aparecer?

Nada confirmado nas fontes acima, mas é o tipo de reboot em que:

  • ou o Mitch aparece como presença/mentor em momentos-chave
  • ou vira “fantasma narrativo” (legado, nome, peso na carreira do Hobie)

Se a produção quiser um pico de audiência, um cameo bem colocado pode fazer estrago.

A série vai abraçar o meme da câmera lenta?

Ela pode brincar com isso de forma autoconsciente — e isso costuma funcionar. A franquia já vive no imaginário coletivo com essa estética; o melhor caminho é transformar em assinatura, não em muleta.

Charlie: futura protagonista ou catalisadora de conflitos?

Pelo pitch do Notícias da TV, Charlie quer entrar na tradição dos Buchannon. Isso abre dois caminhos clássicos:

  • jornada de treinamento (ela sobe de “novata” a salva-vidas de respeito)
  • conflito de autoridade (pai/capitão vs filha/aspirante)

E aí você tem drama, humor, rivalidades e crescimento — o arroz com feijão de série de rede, só que com sal e água do mar.

Bastidores e time criativo: por que os nomes por trás importam

O Omelete lista a estrutura de produção: coprodução Fox Entertainment + Fremantle, com Matt Nix no comando e produtores executivos como McG, além de nomes ligados à franquia. E o detalhe “de diretor de piloto” é importante: McG dirige o episódio piloto, o que normalmente define estética, ritmo e “cara” da série. Fonte: Omelete.

Em bom português: não é só quem está na frente da câmera — é quem decide se Baywatch vai parecer uma brincadeira nostálgica ou um procedural de ação realmente viciante.

O que esperar do reboot de S.O.S. Malibu (e por que isso pode dar certo)

Se o reboot for esperto, ele vai vender três coisas ao mesmo tempo:

  • Nostalgia calibrada: referências suficientes para fãs antigos sem afastar novatos
  • Ação de rede: resgates tensos, episódios com começo-meio-fim e ganchos emocionais
  • Drama de legado: Hobie tentando honrar um nome grande demais enquanto vira pai “do nada”

E Stephen Amell, com seu histórico de protagonista que aguenta temporada longa, é um movimento bem lógico para sustentar 12 episódios sem a série desandar no episódio 4.

No fim, a maior graça aqui é ver Baywatch tentando provar que ainda tem espaço no cardápio pop — não só como “a série do maiô vermelho”, mas como uma aventura de heróis pé no chão (literalmente, na areia), com coração, caos familiar e, com sorte, um pouquinho de autoparódia no ponto certo.

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