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Musk pede até US$ 134 bilhões contra OpenAI e Microsoft
Tecnologia

Musk pede até US$ 134 bilhões contra OpenAI e Microsoft

19 de jan. de 2026
4 min de leitura
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Por Davi Manoel

Salve Geeks, Elon Musk pede US$ 134 bilhões em um processo que promete ser um dos mais comentados do ecossistema de IA — a ação alega que a OpenAI abandonou sua missão sem fins lucrativos e que isso gerou perdas para os cofundadores iniciais.

O que está em jogo

O perito financeiro C. Paul Wazzan estimou indenizações entre US$ 79 bilhões e US$ 134 bilhões contra a OpenAI e a Microsoft. Wazzan combina a doação inicial de US$ 38 milhões feita por Musk em 2015 com o papel técnico e comercial que ele alega ter desempenhado na fase inicial da organização.

Como o valor foi calculado

Segundo a perícia, a avaliação atual da OpenAI seria de cerca de US$ 500 bilhões; a partir disso, Wazzan atribui a Musk uma fatia proporcional que resultaria nos valores reivindicados. A análise distribui ganhos indevidos entre:

  • OpenAI: US$ 65,5 bilhões a US$ 109,4 bilhões;
  • Microsoft: US$ 13,3 bilhões a US$ 25,1 bilhões (com participação estimada de 27% na OpenAI, segundo a própria Microsoft).

Para dimensionar: a doação de US$ 38 milhões em 2015, se convertida na fatia atribuída pela perícia, equivaleria a um retorno milhares de vezes maior sobre o capital inicial — uma maneira simples de entender avaliação e participação acionária em startups.

Termos rápidos explicados

  • Avaliação (valuation): estimativa do valor total de uma empresa, usada para calcular quanto vale cada participação acionária.
  • Ganho indevido: valor que, segundo o perito, a empresa obteve de forma injusta em razão de condutas questionadas.
  • Indenização: compensação financeira pedida na justiça para reparar um suposto dano.

Contexto e repercussão

A fortuna pessoal de Musk é estimada em cerca de US$ 700 bilhões, segundo reportagens sobre rankings de bilionários, o que faz a reivindicação financeira soar mais simbólica do que necessária para alterar sua liquidez pessoal — e reforça a narrativa pública de que a disputa pode ter motivações além do montante pedido. A Reuters comentou sobre o patrimônio de Musk e a diferença para outros bilionários em análise recente.

A OpenAI, por sua vez, comunicou investidores alertando que esperam "alegações deliberadamente exageradas e chamativas", conforme reportado pela CNBC. O caso está marcado para julgamento em abril, em Oakland (Califórnia).

O que a equipe jurídica de Musk argumenta

Os advogados sustentam que Musk, como investidor e colaborador inicial, deveria receber uma compensação compatível com o papel que desempenhou — semelhante ao tratamento que investidores-anjos recebem quando uma startup escala e seus aportes iniciais viram participações muito valiosas.

Impactos prováveis e cenários

  • Vitória parcial para Musk: Poderia gerar precedentes sobre como contribuições não só financeiras (conhecimento técnico, networking) são avaliadas em litígios de startups.
  • Vitória para OpenAI/Microsoft: Reforçaria a margem de manobra de organizações privadas que evoluem de estruturas iniciais sem fins lucrativos para modelos híbridos ou comerciais.
  • Desfecho negociado: Acordos que evitem a decisão judicial completa são comuns em disputas desse porte e complexidade.

Prós e contras do processo para cada lado

  • Para Musk: Risco de parecer motivado por interesses pessoais; possibilidade de reparação financeira e reconhecimento público de contribuição.
  • Para OpenAI/Microsoft: Risco de desgaste reputacional e custos jurídicos; possibilidade de confirmar autonomia de decisão institucional.

Perguntas frequentes

  • Por que a cifra é tão alta? Porque a perícia multiplica a avaliação atual (estimada em US$ 500 bilhões) pela fatia atribuída a Musk a partir da doação e de seu envolvimento inicial.
  • Isso é comum em disputas de startups? Disputas sobre participação e contribuição acontecem, mas reivindicações na casa dos bilhões são raras e atraem atenção por seu impacto sistêmico.
  • Quando será o julgamento? O processo está previsto para abril, em Oakland, Califórnia.

Se você curte acompanhar os bastidores que misturam tecnologia, direito e economia — pense nisso como um crossover entre um episódio de drama corporativo e uma partida de xadrez estratégico — a batalha Musk x OpenAI vai render debates sobre governança em IA e o que significa fundar uma organização com missão pública em um mundo capitalista.

Fontes: reportagem da Bloomberg, blog da Microsoft e análise da Reuters.

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