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Jerry O’Donnell de 'Bosch' deixa atuação e vira policial
Séries

Jerry O’Donnell de 'Bosch' deixa atuação e vira policial

16 de dez. de 2025
4 min de leitura
16 visualizações
Por Davi Manoel

Salve Geeks, como vocês estão? Jerry O’Donnell de Bosch — o sargento John Mankiewicz, ou “Mank” para os mais chegados — decidiu deixar a atuação aos 65 anos e seguir um caminho bem diferente: treinamento real na academia de polícia do Departamento de Polícia de Asheville, na Carolina do Norte. A mudança chama atenção não só por sua carreira na TV, mas pela busca clara por propósito após o fim do universo Bosch.

Por que ele trocou roteiros pela farda?

Segundo relatos, O’Donnell não entrou nessa por falta de opções: a escolha tem mais a ver com sentido de serviço e um desafio físico bem-vindo. Aos 65 anos, ele se comprometeu com o rigoroso treinamento — algo que ele descreve como exaustivo, mas recompensador. A rotina inclui corridas entre níveis de estacionamento, séries de agachamentos, flexões e burpees, tudo para reproduzir o desgaste físico e a disciplina esperada de um policial em serviço.

“Quando fazemos PT, corremos nesses estacionamentos — você sobe correndo, desce correndo, percorre o estacionamento. E aí faz exercícios — 15 agachamentos aéreos, sobe mais um nível correndo. Faz 50 flexões, sobe mais um nível correndo. Faz 50 burpees.”

Para O’Donnell, terminar o dia exausto é um objetivo: sentir que gastou energia de forma honrada e útil. Ele resume essa postura com uma imagem direta: voltar para casa no fim da vida “usado, sujo, marcado, um pouco sangrando, e gasto.”

Quem é Jerry O’Donnell?

O currículo dele é familiar para qualquer fã de séries policiais: além de Bosch, participou de produções como Dexter, Mad Men, SEAL Team, Without a Trace, N.Y.P.D. Blue e JAG. Mas, pela primeira vez, ele vai exercer o ofício na vida real — e não como personagem.

O porta‑voz do APD, Rick Rice, observa que a idade de O’Donnell o torna um caso atípico: a maioria dos recrutas tem 20 e poucos anos. Ainda assim, disciplina e atitude já lhe garantiram respeito dentro do programa, segundo relatos do próprio departamento.

O contexto: o fim do universo Bosch

A série principal Bosch da Prime Video terminou em 2021, e a sequência Bosch: Legacy encerrou sua transmissão em abril de 2025 após três temporadas. O universo segue vivo com projetos relacionados, como Ballard, estrelado por Maggie Q como a detetive Renée Ballard. Para O’Donnell, o encerramento da franquia foi o ponto de virada que abriu espaço para essa nova fase.

O que isso nos diz sobre carreira, propósito e reinvenção?

Há alguns pontos práticos que merecem destaque:

  • Idade não é barreira absoluta: exemplos como o de O’Donnell mostram que é possível reiniciar uma trajetória profissional mesmo depois dos 60, embora existam desafios físicos e burocráticos.
  • Busca por propósito: muitos atores transitam para outras áreas após projetos longos; no caso dele, a motivação foi o serviço público e uma rotina física que faz sentido.
  • Expectativa vs. realidade: atuar como policial na ficção prepara para algumas demandas, mas o trabalho real tem riscos, procedimentos e responsabilidades que só a prática traz.

Perguntas frequentes

Ele vai realmente atuar como policial? Segundo o APD, O’Donnell está no treinamento da academia, o que indica que está seguindo o processo para tornar‑se policial de fato.

Isso tem precedentes entre atores? Alguns atores já mudaram de carreira (por escolha ou necessidade), mas é raro alguém entrar num treinamento policial formal nessa idade. O caso chama atenção justamente por isso.

O universo Bosch continua? Sim — embora Bosch: Legacy tenha acabado em abril de 2025, outras produções relacionadas e personagens podem surgir, mantendo o interesse dos fãs.

Se quiserem, nos próximos posts posso comparar a rotina de treinamento policial autêntico com as cenas mais intensas que vimos nas séries (aquele tipo de comparação que a gente ama fazer por aqui, entre realidade e roteiro).

Jerry O’Donnell encontrou no esforço físico e no serviço um novo propósito. Para nós, fãs, é uma lembrança de que personagens podem seguir além das telas — e que a vida real, às vezes, oferece roteiros ainda mais desafiadores.

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