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Governo Trump admite uso indevido de dados do Seguro Social
Tecnologia

Governo Trump admite uso indevido de dados do Seguro Social

21 de jan. de 2026
5 min de leitura
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Por Davi Manoel

Salve Geeks, como vocês estão? Os dados do Seguro Social voltaram ao centro das atenções depois que documentos judiciais sugerem que dois membros do Departamento de Eficiência Governamental (DOGE) ligado a Elon Musk podem ter acessado e compartilhado números do Seguro Social enquanto ajudavam um grupo de defesa a tentar anular resultados eleitorais.

O que os documentos mostram

Documentos judiciais citados pela reportagem do Politico e disponíveis no CourtListener (documentos do processo) apontam que, em março de 2025, um grupo de defesa política contactou dois funcionários do DOGE que trabalhavam com dados na Administração da Previdência Social (SSA).

Segundo o texto, o pedido era que esses funcionários analisassem listas de eleitores que o grupo havia adquirido, com o objetivo declarado de encontrar evidências de fraude e anular resultados eleitorais em certos estados. Um dos membros do DOGE, na condição de funcionário da SSA, assinou e enviou um "Acordo de Dados Eleitorais" ao grupo de defesa.

Os documentos observam que poderiam ter ocorrido acessos e compartilhamento de informações privadas que, na época, um tribunal considerou fora do escopo, e que parte dos dados pode ter sido colocada em servidores de terceiros não aprovados.

Contexto técnico e burocrático

O DOGE era um escritório criado para revisar processos e sistemas federais; seu trabalho exigia acesso a bases de dados sensíveis. Quando falamos de dados do Seguro Social, tratamos de identificadores que, em mãos erradas, permitem fraudes de identidade e exposição massiva de informações pessoais.

Na prática, um cenário de risco comum para qualquer equipe técnica é transferir uma cópia de uma base para um servidor externo sem controles adequados — por exemplo, um bucket de nuvem sem configuração de segurança correta. Essa exposição pode ocorrer mesmo sem intenção maliciosa, por falhas de configuração ou por não seguir o princípio do menor privilégio (least privilege).

Eventos anteriores relevantes

  • Em 2025, um juiz federal emitiu uma ordem bloqueando o acesso dos membros do DOGE aos sistemas da SSA, que contêm números do Seguro Social, registros médicos e outros dados sensíveis (ordem judicial de março de 2025).
  • Posteriormente, um denunciante da SSA alegou que o DOGE teria carregado centenas de milhões de registros do Seguro Social em um servidor de nuvem vulnerável (reportagem sobre a denúncia).

Implicações legais e éticas

Os documentos também indicam que a SSA encaminhou os dois funcionários por possíveis violações do Hatch Act, a lei americana que restringe atividades políticas de servidores federais. De forma simples, o Hatch Act proíbe usar o cargo público para participar de campanhas ou ações partidárias — comparar isso com um desenvolvedor público usando uma API governamental para favorecer um candidato ilustra por que a regra existe.

Até o momento, os documentos não identificam publicamente os dois membros do DOGE nem o grupo de defesa. Também não há confirmação definitiva pública de que os dados foram efetivamente compartilhados em larga escala — os registros judiciais descrevem comunicações e possíveis acessos, e algumas alegações ainda vêm de um denunciante.

O que isso significa para a segurança de dados

Do ponto de vista técnico, o caso enfatiza três pontos práticos que toda equipe deve seguir:

  • Aplicar o princípio do menor privilégio: conceder acesso apenas ao necessário para a tarefa.
  • Auditar logs de acesso e chaves de API regularmente para detectar uso indevido.
  • Evitar transferir cópias de bases sensíveis para servidores de terceiros sem proteção e contrato claros.

Perguntas frequentes rápidas

O que é o DOGE?

O DOGE foi um grupo ligado à administração responsável por revisar eficiência e processos; nos documentos aparece associado a membros que teriam acesso a bases da SSA.

Os dados foram vazados de fato?

Os documentos sugerem que pode ter havido acesso e possível compartilhamento, mas não há prova pública, nos autos mencionados, de um vazamento amplamente confirmado — parte das afirmações vem de um denunciante e de e-mails citados no processo.

Quais fontes citar?

As principais referências citadas nos registros públicos até agora são a petição no CourtListener, a cobertura do Politico e reportagens técnicas que documentaram a ordem judicial e a denúncia do whistleblower (TechCrunch sobre a ordem de 2025 e TechCrunch sobre a denúncia).

Se surgirem novas confirmações ou nomeações nos autos, será preciso reavaliar responsabilidades e impacto. Por enquanto, o caso reforça que mesmo equipes com mandatos de eficiência precisam seguir práticas rígidas de segurança e conformidade — algo que qualquer desenvolvedor ou administrador de sistemas que já “mexeu com infra” vai entender bem.

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