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A viagem de Chihiro nos rankings da Netflix: por que importa
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A viagem de Chihiro nos rankings da Netflix: por que importa

21 de jan. de 2026
4 min de leitura
24 visualizações
Por Davi Manoel

Salve Geeks, como vocês estão? A viagem de Chihiro voltou a aparecer em rankings da Netflix em 2025, e isso reacende uma discussão antiga entre fãs: por que, sendo um clássico tão procurado, grande parte do catálogo do Studio Ghibli segue fora da plataforma para o público nos EUA?

Por que chihiro entrou nos rankings da Netflix

Mesmo sem liderar a lista, A viagem de Chihiro figurou entre os melhores filmes infantis e familiares na Netflix ao longo de 2025, segundo levantamento do site What's on Netflix. A presença do filme no ranking é relevante não só pelo prestígio do título — vencedor do Oscar de Melhor Animação (2003) —, mas porque mostra que títulos clássicos mantêm apelo entre públicos novos e antigos, seja por nostalgia, qualidade técnica ou narrativa universal.

Por que grande parte do catálogo do Studio Ghibli não está na Netflix nos EUA

O motivo principal é direito de distribuição: nos Estados Unidos e no Canadá, a maioria das obras do Studio Ghibli está licenciada ao HBO Max (com exceções pontuais, como Túmulo dos Vagalumes, que já teve janelas diferentes). Em 2025, Kaata Sakamoto, vice‑presidente de Conteúdo da Netflix Japão, afirmou que a Netflix reconhece a demanda, mas não fez ofertas formais ao estúdio — a decisão envolve negociações complexas sobre janelas de exibição, mercados e estratégia de catálogo.

O que isso significa para quem assiste

Para fãs nos EUA/Canadá, a conclusão é direta: contratar o HBO Max continua sendo o caminho mais consistente para ver a maioria dos filmes do Ghibli. Para espectadores em outros mercados (como parte do catálogo da Netflix Japão), a disponibilidade varia — e relançamentos nos cinemas via GKIDS ajudam a manter o título em evidência e gerar novas audiências.

Dados e curiosidades

  • Bilheteria: A viagem de Chihiro arrecadou cerca de US$ 396 milhões contra um orçamento de US$ 19,2 milhões em 2001.
  • Avaliação: O filme mantém notas altas tanto da crítica quanto do público, com médias agregadas em sites como Rotten Tomatoes.
  • Reexibição: Em 2025, o filme voltou às salas como parte do Ghibli Fest promovido pela GKIDS, que relançou vários clássicos.

Prós e contras dessa fragmentação de catálogo

Prós: plataformas que detêm os direitos podem promover o catálogo de forma focada, financiar restaurações e campanhas locais (ex.: Ghibli Fest).
Contras: fãs enfrentam barreiras geográficas e precisam assinar múltiplos serviços para acessar toda a filmografia, fragmentando a experiência e aumentando o custo.

Onde assistir agora

Nos EUA e Canadá: HBO Max concentra a maioria dos títulos do Studio Ghibli (exceto ocasiões isoladas). Em outros países, a disponibilidade varia — confira a plataforma local ou anúncios de relançamento. Se quiser só Chihiro por agora, verifique a programação do HBO Max e das sessões do Ghibli Fest no seu país.

Perguntas frequentes rápidas

  • Por que a Netflix não comprou o catálogo? Negociações de direitos são complexas; a Netflix declarou ter consciência da demanda, mas não fez oferta formal ao Ghibli em 2025.
  • Ghibli vai chegar à Netflix globalmente? Nada confirmado: acordos regionais e estratégicos definem janelas. Relançamentos nos cinemas e vendas para diferentes streamers seguem acontecendo.
  • Vale assinar HBO Max só por Ghibli? Se você é fã da filmografia completa, provavelmente sim — senão, avalie catálogo local e promoções temporárias.

Se você quer uma dica de sessão: reassista A viagem de Chihiro com atenção aos detalhes do mundo espiritual — a animação de Miyazaki rende novas descobertas a cada visualização, seja em 2001 ou no relançamento de 2025. Fiquem de olho nas janelas de exibição e nas novidades do Ghibli Fest; para nós, geeks, cada reexibição é uma chance de redescobrir o que torna esses filmes atemporais.

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