Salve Geeks, como vocês estão? A bolha do anime japonês parece ter perdido parte do ar entre o público internacional — e isso já aparece nos números de 2025.
O que os números mostram
Dados públicos de plataformas e bancos de dados de fãs indicam uma queda no acompanhamento ativo de lançamentos sazonais. Séries com grande repercussão em 2023, como Frieren: Beyond Journey's End (1,3 milhão de membros no MyAnimeList) e Oshi no Ko (1 milhão), contrastam com lançamentos de 2025 como Sakamoto Days e Gachiakuta, que apareceram com cerca de 471.000 e 403.000 membros, respectivamente. As avaliações no IMDb seguem o mesmo padrão: títulos de 2023 e 2024 frequentemente acumularam dezenas de milhares de reviews; alguns lançamentos de 2025 obtiveram apenas algumas dezenas de milhares.
Por que pode estar acontecendo
- Distribuição quase simultânea: Plataformas como Crunchyroll, Netflix e Hulu reduziram o "delay" entre Japão e resto do mundo, fazendo com que o consumo seja imediato e menos concentrado em listas e bancos de dados.
- Fragmentação da atenção: Com mais títulos e maior oferta de entretenimento, a audiência dispersa — muitos assistem por streaming ocasional em vez de seguir cada temporada atentamente.
- Mudança nas métricas: Sites como MyAnimeList e IMDb medem engajamento explícito (membros, avaliações). O aumento de visualizações passivas ou em plataformas sem integração com esses bancos de dados não aparece nesses números.
Impacto econômico e cultural
Mesmo com essa queda em métricas de fãs ativos, o mercado internacional manteve crescimento econômico — a receita global do setor em 2024 alcançou um patamar histórico, com participação significativa do exterior. Relatórios apontam para recordes de arrecadação em bilheterias no Ocidente em 2024 e forte demanda por filmes como Demon Slayer: Infinity Castle e Chainsaw Man – The Movie: Reze Arc, que competiram com blockbusters tradicionais (ver relatório).
O que isso significa para fãs e criadores
Para o fã: menos pressão para "marcar" tudo no MAL ou avaliar cada episódio, e mais liberdade para consumir por gosto. Para criadores e estúdios: a competição por atenção exige estratégias diversificadas — marketing global, experiências em cinema e parcerias com plataformas locais. Em outras palavras, o ecossistema amadurece: audiência cresce em massa, mas o núcleo engajado que registra tudo pode estar encolhendo.
Perguntas frequentes
Isso quer dizer que anime está morrendo no Ocidente?
Não. O consumo continua alto e a receita internacional segue robusta. O que muda é o comportamento — há menos acompanhamento formal em bancos de dados, mas não necessariamente menos espectadores.
Devo me preocupar como fã que acompanha tudo?
Nem tanto. Se você gosta de registrar, discutir e revisar, sua experiência continua válida — só pode ser menos representada em métricas públicas. Para quem prefere só curtir, a oferta está mais acessível e imediata.
Como os estúdios podem reagir?
Investindo em formatos que geram impacto além do streaming: filmes, produtos licenciados, eventos presenciais e campanhas locais que convertam fãs casuais em públicos leais.
Perspectivas e sinais a observar
Fique de olho em três indicadores: 1) variação nas contagens de membros e avaliações em MyAnimeList e IMDb por temporada; 2) desempenho de bilheteria ocidental para filmes de anime; 3) mudanças em relatórios de associações do setor. Esses sinais juntos ajudam a entender se é uma correção temporária ou um reposicionamento de mercado.
Fontes e leitura extra: análise de mercado e números compilados pela imprensa especializada reforçam esse panorama — por exemplo, relatório sobre a participação internacional na receita do setor (CBR) e coberturas sobre lançamentos e listas sazonais (CBR – melhores de 2025).
Para quem vive o universo otaku, a recomendação é óbvia: continue apoiando títulos que você ama — discutindo, comprando mercadorias oficiais, indo ao cinema — e não deixe que métricas externas ditem o que significa ser fã. O mercado muda, a paixão permanece.
